7 dicas para preservar seu equipamento de solda ou corte plasma e evitar problemas técnicos

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Evite falhas técnicas e prolongue a vida útil do seu equipamento de solda com 7 práticas para proteger a fonte e componentes.

10 de novembro, 2025



Sabemos que o chão de fábrica não é uma sala de recepção ou um consultório médico, e não precisa ser.



Porém, mesmo em ambientes desafiadores, algumas medidas preventivas e atenção às instruções do fabricante podem fazer o equipamento de solda ter uma longa vida útil.



Neste artigo, queremos apresentar práticas que impactam diretamente a performance, a segurança e a confiabilidade das operações. Acompanhe!



 



Por que o ambiente fabril exige cuidados especiais?





O ambiente fabril apresenta uma combinação de condições que aceleram o desgaste e exigem disciplina na operação. Entre elas, destacamos:




  • Raios UV e altas temperaturas em áreas externas;

  • Poeiras metálicas e partículas abrasivas em suspensão;

  • Vibração constante, impactos e quedas acidentais;

  • Respingos, umidade e processos de limpeza;

  • Áreas confinadas com baixa ventilação;

  • Resíduos de lixamento e esmerilhamento.



 



Todos esses fatores são críticos para a eletrônica de potência, placas internas, sistema de refrigeração, conectores, cabos e alimentadores.



Por isso, boas práticas de operação e conservação não são apenas manutenção: são gestão de confiabilidade e continuidade produtiva.



 



Como preservar seu equipamento de solda e corte plasma?



Quando negligenciados, fatores como ventilação insuficiente, partículas metálicas, umidade e manuseio inadequado podem causar falhas internas, sobrecarga eletrônica, risco de choque elétrico e até queima total do equipamento.



Sendo assim, queremos compartilhar com profissionais de solda orientações essenciais para elevar o padrão de cuidado em cada peça.



 



1. Posicione o equipamento de solda ou corte conforme as instruções do fabricante



A ventilação adequada da fonte de solda é importante para dissipar calor. Por isso:




  • Deixe espaço livre nas laterais e na parte traseira do equipamento;

  • Evite posicionar a fonte próxima a paredes, biombos e cortinas (pelo menos 500 mm de distância);

  • Nunca cubra o equipamento durante a operação;

  • Não coloque filtros na frente da fonte de energia, nem bloqueie essa área;

  • Não instale o equipamento em ambientes com acúmulo de poeira.



Tais cuidados garantem o fluxo de ar pelos dutos internos e mantém a refrigeração, prevenindo superaquecimento, quedas de performance e desligamento térmico.





2. Siga sempre as orientações do fabricante para garantir o melhor desempenho e segurança



Cada equipamento possui recomendações específicas de instalação, corrente, polaridade, ambiente e rotina de inspeção. O manual do fabricante existe para garantir performance e segurança elétrica. Lembre-se:




  • Configurações corretas resultam em soldas estáveis;

  • Menos desgaste de cabos e conectores;

  • Redução de falhas operacionais e eliminação do risco de choque elétrico.



 



3. Não esmerilhe contra o equipamento



Fagulhas e partículas metálicas são altamente condutivas e podem se acumular sobre componentes internos, ventiladores e placas de controle.



Desse modo, sempre direcione faíscas e rebarbas para longe da máquina e utilize biombos quando necessário. Esses cuidados devem ser seguidos para:




  • Evitar curto-circuitos e falhas eletrônicas;

  • Reduzir o risco de contaminação no sistema de ventilação;

  • Manter filtros e dissipadores limpos.



 



4. Não use equipamento molhado ou úmido





Os equipamentos de solda e corte têm circuitos de alta potência e alto fluxo de corrente. Ou seja, umidade significa risco grave.



Usar o equipamento de solda completamente seco evita choques elétricos mortais, protege componentes internos contra oxidação e impede curto-circuito em placas e conectores.



Mais uma dica: se o equipamento foi exposto à chuva ou lavagem do ambiente, espere secar totalmente antes de religar.



 



5. Não solde com cabos de solda e energia enrolados





Cabos enrolados geram indutância e dificultam a dissipação de calor. O resultado? Aquecimento excessivo, queda de tensão e falhas no arco.



Desse modo, mantenha cabos estendidos, sem dobras acentuadas e com inspeção regular. É simples e o resultado é benéfico para a operação:




  • Corrente estável;

  • Sem risco de derretimento de capas e conectores;

  • Redução de acidentes ao manusear o equipamento de solda e tocha;

  • Redução do risco de danos ao transformador e ao módulo de potência.



 



6. Limpe o alimentador de arame regularmente



Poeira e partículas metálicas se acumulam no alimentador e podem causar instabilidade do arco, travamento e desgaste prematuro.



Ter certeza de que o alimentador de arame está limpo garante:




  • Consistência no avanço do arame;

  • Uniformidade de corrente, sem respingos excessivos;

  • Vida útil estendida do bico de contato e outros componentes.



Dica extra: use ar comprimido seco e filtrado na limpeza para eliminar os resíduos sólidos por completo.



 



7. Coloque o alimentador sobre a fonte ou sobre um carrinho



Manter o alimentador elevado reduz a contaminação, a vibração e o risco de batidas. Colocá-lo sobre a fonte ou sobre um carrinho:




  • Melhora a ergonomia do operador e sua mobilidade;

  • Protege componentes mecânicos e eletrônicos;

  • Evita contato com poeira, umidade e óleo no piso



Além disso, o cabo de interconexão trabalha com menos tensão e torção, aumentando sua vida útil.





Cuidar do equipamento é cuidar da produtividade



Essas práticas simples e rápidas para serem colocadas em prática contribuem diretamente para:




  • Maior vida útil dos equipamentos de solda;

  • Menos paradas de produção;

  • Redução de custos de manutenção;

  • Processos mais seguros;

  • Melhor estabilidade do arco e acabamento superior.



A manutenção preventiva começa pela rotina, pela disciplina operacional e pela atenção aos detalhes.



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